Trago uma lágrima há muito comigo,
rio perene em meu rosto correndo
como quem foge procurando abrigo
no mar da alma, mas vai se perdendo.
rio que corre, perdido, em meu rosto...
rio que corta meu peito deserto,
rio em cheia que em curso incerto,
em si carrega todo meu desgosto...
que leva n'águas as tristezas sem fim
que eu escondi no âmago de mim
rio que corre... corre sem parar...
rio que, um dia, nasceu em meu peito
e fez de meu ser todo o seu leito,
rio que nunca encontra o seu mar...
E as suas águas me fascinam... desaguo nelas, e me envolvo como se fosse um barco á vela...
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